
Um movimento relevante no caso envolvendo o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal ocorreu neste sábado: Silvinei Vasques foi transferido para Brasília, vindo do Paraná, sob custódia da Polícia Federal, após ser entregue por autoridades paraguaias em Foz do Iguaçu. A medida insere o caso em um novo capítulo, com a expectativa de definição de medidas judiciais na capital federal.
Vasques havia sido condenado a pouco mais de 24 anos de prisão em uma ação associada à chamada linha de investigação Núcleo 2 da trama golpista e, até então, cumpria prisão domiciliar. Ele rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu para o Paraguai durante a madrugada de Natal. A detenção no país vizinho foi confirmada na sexta-feira, quando o ex-diretor tentou embarcar para El Salvador portando um passaporte falso.
Detalhes do traslado e destino de custódia
O transporte utilizado foi uma aeronave King Air, de uso institucional da PRF, que partiu de Foz do Iguaçu e levou aproximadamente três horas até o Aeroporto de Brasília, com uma aterrissagem registrada por volta das 13h15. Em Brasília, Vasques permanecerá custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar, na ala conhecida como Papudinha, onde também está custodiado o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
Rastreamento, fuga e evidências apresentadas pela PF
Segundo informações da Polícia Federal, a tornozeleira eletrônica deixou de transmitir sinal de GPS por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (25). Em seguida, equipes foram ao apartamento do ex-diretor em São José (SC) e constataram sua ausência. Imagens de câmeras de segurança indicaram que ele esteve no local até a noite de véspera de Natal, movimentando bolsas no porta-malas de um carro e deixando vestígios como a presença de um cão da raça Pitbull, além de itens de viagem.
Implicações legais e próximos passos
Com a decretação de prisão preventiva pelo STF, o caso volta a tramitar sob o crivo de decisões judiciais que definem o andamento do cumprimento de pena e eventuais alterações de regime. A dinâmica da custódia em Brasília pode influenciar a perenidade de medidas cautelares e o desfecho da condenação já estabelecida.
Com informações da Agência Brasil.





