
A renda domiciliar per capita atingiu R$ 2.316 em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor é calculado pela razão entre o total dos rendimentos domiciliares nominais e o número de moradores, considerando rendimentos de trabalho e de outras fontes.
Critérios e metodologia
A divulgação do rendimento domiciliar per capita atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece novos critérios para o pagamento do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O dado também é utilizado para definir os valores repassados ao Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo de fatores representativos do rendimento domiciliar per capita.
Para a apuração, são considerados todos os moradores do domicílio, incluindo pensionistas, empregados domésticos e seus parentes. Os valores levam em conta os rendimentos brutos recebidos no mês de referência, com base nas informações coletadas nos primeiros trimestres de 2025 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
PNAD Contínua e impactos da pandemia
A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar amostral realizada desde 2012, que monitora a força de trabalho e outros indicadores socioeconômicos. Em 2020 e 2021, os dados foram impactados pela pandemia de Covid-19, com queda nas taxas de aproveitamento das coletas.
Para mitigar as perdas de informação nesses anos, o IBGE adotou a quinta visita ao domicílio como alternativa à primeira visita tradicional. A partir de 2022, o processo de recuperação do aproveitamento das entrevistas foi observado, consolidando-se em 2023.
Com o retorno aos níveis de aproveitamento anteriores à pandemia, o cálculo do rendimento domiciliar per capita volta a ter como referência o banco da primeira visita aos domicílios a partir de 2023.
Com informações da Agência Brasil





