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Polícia Federal prende Filipe Martins em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica na operação que investiga a trama golpista para manter Bolsonaro no poder


Uma operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, cumpre dez mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, voltados a condenados na chamada trama golpista que visava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. Entre os alvos está Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, cuja residência em Ponta Grossa, no Paraná, foi marcada para o cumprimento da medida. Martins foi condenado a 21 anos de prisão, com regime inicial fechado, e a pena teve multa; a ação representa a continuidade do esforço do STF de responsabilizar atores ligados ao esforço golpista.


Operação se estende por vários estados e conta com apoio do Exército

Além do Paraná, as ordens judiciais alcançam estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Tocantins e o Distrito Federal. Em parte das diligências, as Forças Armadas deram suporte às equipes de investigação, em uma parceria de rara demonstração de cooperação entre as instituições.


Medidas cautelares e restrições impostas

Entre as medidas determinadas pelo STF, estavam a proibição de uso de redes sociais, a comunicação restrita com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma e a proibição de visitas. A supervisão ficará por conta da PF e do poder judiciário, com a finalidade de evitar novas situações de risco de fuga.

Condenados e o contexto do caso

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão, com 18 anos e seis meses de reclusão em regime fechado, além de multa. O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques recebeu pena de 24 anos e seis meses, com 22 anos de reclusão em regime fechado. Martins integra o Núcleo 2 da trama golpista, segundo a decisão do STF.

Defesa contesta a medida, alegando abusos e violação de direitos

O advogado de Martins criticou a prisão domiciliar, classificando-a como abusiva e afirmando que não houve indícios concretos de risco de fuga. A defesa também argumenta que a Constituição proíbe punir alguém por atos de terceiros, o que, na visão dele, reforça a necessidade de revisão da medida.

Desdobramentos na fronteira e próximos passos

Na sequência dos incidentes envolvendo Vasques, o ex-diretor foi levado pela polícia paraguaia até a fronteira com o Brasil e entregue a agentes da PF na Ponte da Amizade, com expectativa de transferência para Brasília nas próximas horas.

Com informações da Agência Brasil.