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Haddad: Crise do Banco Master é “pancada” no sistema financeiro, mas sem risco sistêmico

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a crise envolvendo o Banco Master como uma “pancada como nunca se viu na história do sistema financeiro brasileiro”, mas ressaltou que não há risco sistêmico para a economia do país. Segundo ele, o impacto está restrito ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mantido pelas próprias instituições financeiras para cobrir eventuais quebras.


Em entrevista ao Flow Podcast, Haddad detalhou que a situação “machuca o Fundo Garantidor de Crédito para valer”, consumindo entre 30% e 50% do volume do fundo. Apesar disso, ele reiterou que a situação está contida e não representa uma ameaça generalizada ao sistema bancário.


Maior fraude bancária da história

Haddad não hesitou em classificar o caso do Banco Master como “a maior fraude bancária da história do Brasil”. O governo federal, de acordo com o ministro, está “100% alinhado em levar isso [as investigações] até o fim e dentro da lei”.

Revisão de normas pelo Banco Central

O ministro informou que o Banco Central (BC) já iniciou uma revisão das normas de segurança do sistema financeiro. O objetivo é fechar as brechas que permitiram a ocorrência de fraudes como a do Banco Master e evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.

“As brechas que permitiram ao Banco Master fazer essa operação não podem existir mais. Algumas normas já foram alteradas pelo Banco Central”, afirmou Haddad, indicando que o BC está em processo de revisão para garantir a integridade do sistema.

Encontro com o presidente Lula

Sobre um encontro entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad esclareceu que não houve agenda oficial. Segundo o ministro, o banqueiro teria se queixado de perseguição por grandes bancos.

Na ocasião, Lula teria dito que, em seu governo, não haveria perseguição nem favorecimento, e que as decisões seriam técnicas e independentes. “O que quer que aconteça com teu banco, vai ser uma decisão técnica de um órgão independente do governo, que é o Banco Central, que tem autonomia para tomar a decisão que quiser”, relatou Haddad sobre a fala do presidente.

Com informações da Agência Brasil