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Empresas têm prazo até sábado para enviar dados salariais por gênero ao MTE

Empresas com 100 ou mais empregados têm até este sábado, 28 de outubro, para enviar as informações complementares do Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios. A exigência atende à Lei da Igualdade Salarial, sancionada em julho de 2023.


Os dados coletados serão utilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para consolidar as informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Posteriormente, o MTE elaborará um relatório individual para cada empresa.


Relatório apontará desigualdades salariais

O documento terá como objetivo identificar e expor eventuais desigualdades salariais entre mulheres e homens que atuam no mesmo estabelecimento.

A previsão é que o relatório esteja disponível a partir de 16 de março no site do Emprega Brasil. As empresas são obrigadas a divulgar este documento em seus canais oficiais até 31 de março de 2026, garantindo fácil acesso e ampla visibilidade.

Obrigatoriedade e fiscalização

A publicação do relatório é compulsória. O descumprimento desta determinação pode acarretar em multa, e a fiscalização ficará sob responsabilidade do MTE.

Dados nacionais e histórico

Em março, o ministério também divulgará dados consolidados em nível nacional e por unidades da Federação. A quarta edição do relatório, apresentada em novembro, já havia indicado que as mulheres recebiam, em média, 21,2% menos que os homens.

Estima-se que cerca de 54 mil empresas participem da elaboração do relatório no primeiro semestre de 2026.

Lei da Igualdade Salarial

A Lei 14.611, conhecida como Lei de Igualdade Salarial, alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) com o intuito de reforçar a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre gêneros.

Esta iniciativa faz parte das ações do governo federal para a redução das desigualdades no mercado de trabalho. A lei determina que empresas com 100 ou mais empregados implementem medidas como transparência salarial, canais de denúncia, programas de diversidade e inclusão, e incentivo à capacitação profissional feminina.

Com informações da Agência Brasil