Início Justiça Superior Tribunal Militar recebe pedido para cassar patente de Bolsonaro e mais...

Superior Tribunal Militar recebe pedido para cassar patente de Bolsonaro e mais quatro oficiais


O Superior Tribunal Militar (STM) recebeu pedidos para a perda da patente de Jair Bolsonaro e de outros quatro oficiais. A Constituição prevê a expulsão de militares das Forças Armadas em caso de condenação criminal com pena superior a dois anos de prisão. No contexto do processo da trama golpista, as penas para Bolsonaro e os demais acusados variam entre 19 e 27 anos de reclusão.


Caso a cassação das patentes seja decretada pelo STM, os salários que Bolsonaro e os outros militares recebem serão convertidos em pensão para suas esposas ou filhas. Essa medida é conhecida como “morte ficta” e está amparada pela legislação das Forças Armadas desde 1960.


Composição e relatores no STM

O tribunal militar é composto por 15 ministros, sendo cinco civis e dez militares. As vagas militares são distribuídas entre o Exército (quatro), a Marinha (três) e a Aeronáutica (três). Após o Ministério Público Militar (MPM) protocolar as ações, a definição dos relatores dos processos foi realizada eletronicamente.

A ação contra Bolsonaro será relatada por um ministro oriundo da Aeronáutica. O processo contra o general Braga Netto terá como relator um ministro da cadeira do Exército. Os demais relatores definidos são:

  • Bolsonaro: ministro Carlos Vyuk Aquino (Aeronáutica)
  • Almirante Garnier: ministra Veronica Sterman (Civil)
  • General Paulo Sergio Nogueira: ministro Barroso Filho (Civil)
  • General Heleno: ministro Celso Luiz Nazareth (Marinha)
  • General Braga Netto: ministro Flavio Marcus Lancia (Exército)

Julgamento e prazos

Em coletiva de imprensa, a presidente do STM, ministra Maria Elisabeth Rocha, informou que não há um prazo legal estabelecido para o julgamento das ações. Ela garantiu que os processos serão pautados para julgamento assim que os relatores os liberarem. Conforme as regras internas do STM, a presidente só vota em caso de empate e, nessas ações de perda de oficialato, seu voto é sempre a favor do réu.

“Não pretendo procrastinar o julgamento de questões tão relevantes que são submetidas à apreciação dessa Corte”, declarou a ministra.

Com informações da Agência Brasil

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com