Início Política Problema da dívida pública está nos juros, não no déficit, diz Haddad

Problema da dívida pública está nos juros, não no déficit, diz Haddad


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"title": "Haddad aponta juros altos como vilões da dívida pública, não gastos",
"content_html": "<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que a principal causa do endividamento público no Brasil não reside no volume de gastos governamentais, mas sim no elevado patamar dos juros reais. Segundo o ministro, a redução expressiva do déficit primário nos últimos dois anos demonstra que o problema central reside na remuneração da dívida, e não em um descontrole fiscal.</p><h2>Déficit Primário em Queda e o Foco nos Juros</h2><p>Haddad ressaltou que, em apenas dois anos, o déficit primário foi reduzido em 70%, o que, em sua visão, evidencia a necessidade de se olhar para a taxa de juros como o principal fator de pressão sobre a dívida pública. Ele destacou que a meta fiscal para o ano corrente é ainda mais ambiciosa do que as anteriores, indicando um compromisso com a disciplina fiscal. Mesmo considerando despesas extraordinárias, como a devolução de valores indevidos a contribuintes do INSS, o déficit do ano passado atingiu apenas 0,48% do PIB, um patamar significativamente menor do que o projetado para o governo anterior.</p><h2>O Papel do Banco Central e a Expansão Regulatória</h2><p>Em entrevista, o ministro também se manifestou sobre a possibilidade de redução da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15%. Haddad elogiou a gestão de Gabriel Galípolo à frente do Banco Central, especialmente na condução de crises como a do Banco Master, ressaltando a responsabilidade com que o presidente do BC tem lidado com problemas herdados. Nesse contexto, o ministro defendeu a ampliação do escopo regulatório do Banco Central, sugerindo que a fiscalização de fundos de investimento, hoje sob responsabilidade da CVM, deveria ser incorporada pelo BC, dada a forte intersecção entre fundos, finanças e contabilidade pública.</p><h2>"Taxad" e a Visão sobre Eleições</h2><p>Questionado sobre o apelido de "Taxad", que circula nas redes sociais devido a medidas tributárias implementadas, Haddad declarou não se importar, afirmando sentir orgulho em ser lembrado como o ministro que promoveu a taxação de offshores, fundos fechados, paraísos fiscais e dividendos. Ele considera que as recentes medidas fiscais trouxeram de volta à tributação aqueles que antes não contribuíam. Por fim, Haddad avaliou que a economia, embora relevante, não será o fator determinante nas próximas eleições presidenciais, tanto no Brasil quanto globalmente, apontando outros temas como segurança pública e combate à corrupção como preocupações mais proeminentes para o eleitorado. O ministro também reiterou sua posição de não pretender candidatar-se a cargos públicos no pleito vindouro.</p><p>Com informações da Agência Brasil.</p>"
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