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Toffoli prorroga por 60 dias investigações do Caso Master e apura esquema bilionário


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação por mais 60 dias das investigações relacionadas ao inquérito 5026, que apura irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que busca aprofundar as apurações sobre um esquema de desvios que, segundo as investigações, pode ter movimentado até R$ 12 bilhões através da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem lastro.


PF investiga desvios e participação de dirigentes

As investigações da Polícia Federal apontam para a possível participação de dirigentes do BRB no esquema. O caso ganhou notoriedade em março do ano passado, quando o BRB anunciou a compra do Banco Master, operação que contava com o aval do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. No entanto, o Banco Central (BC) vetou o negócio após constatar inconsistências na solidez financeira apresentada pelo Master.


Operação Compliance Zero mira Banco Master e empresário

Na última quarta-feira (14), a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, focada em investigar novamente o Banco Master e seu principal executivo, o empresário Daniel Vorcaro. As autoridades apuram a prática de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Medidas cautelares, incluindo o sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões, foram autorizadas no âmbito da operação.

Toffoli determina ciência da PGR sobre continuidade das apurações

Em sua decisão, o ministro Toffoli deferiu o pedido de prorrogação, considerando as razões apresentadas pela Polícia Federal para a continuidade das investigações. O despacho também determina a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que tome ciência do andamento do inquérito. O Banco Master, que chegou a oferecer aos clientes remunerações de até 40% acima da taxa básica de mercado, está sob escrutínio quanto à sua real capacidade financeira e às práticas de gestão.

Com informações da Agência Brasil.