
O transporte aéreo brasileiro iniciou 2026 em ritmo de expansão, com mais de 33,5 milhões de passageiros movimentados nos voos domésticos e internacionais entre janeiro e março. O volume representa um crescimento de 7,7% em comparação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos, com base em levantamento da Anac.
Voos internacionais lideram expansão
O avanço mais expressivo veio do mercado internacional, que registrou alta de 13% no trimestre. Ao todo, mais de 8,3 milhões de passageiros viajaram em rotas internacionais no período, reforçando a retomada e a demanda crescente por conexões fora do país.
No segmento interno, o país contabilizou mais de 25,2 milhões de passageiros no primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A combinação entre viagens de lazer e negócios segue sustentando o desempenho das rotas nacionais.
Março registra volume recorde para o mês
Somente em março, o setor aéreo movimentou 10,6 milhões de passageiros, somando voos domésticos e internacionais. O número representa alta de 3,1% em relação a março de 2025 e marca o melhor resultado já registrado para o mês.
Nos voos domésticos, foram 8 milhões de passageiros, enquanto o segmento internacional respondeu por 2,6 milhões. Em comparação com o ano anterior, o crescimento foi de 1,3% no mercado interno e de 8,9% nas viagens internacionais.
Governo avalia cenário com cautela
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que os números indicam fortalecimento do setor e refletem a melhora da economia, mas destacou que o cenário global exige atenção, especialmente diante das incertezas ligadas ao preço do querosene de aviação e aos impactos de conflitos internacionais.
Segundo ele, embora o crescimento seja consistente, os efeitos externos podem influenciar a demanda ao longo do ano, principalmente no custo das tarifas aéreas.
Medidas para reduzir impacto nos custos
Entre as ações anunciadas pelo governo está a desoneração do PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, medida que deve reduzir em cerca de R$ 0,07 por litro o preço do combustível. Também foi autorizada a postergação do pagamento de tarifas de navegação aérea referentes ao segundo trimestre de 2026.
Além disso, o setor contará com linhas de crédito para reforço financeiro, incluindo recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil e operações coordenadas pelo BNDES, voltadas à compra de combustível e capital de giro.
Mesmo com o ambiente internacional incerto, o transporte aéreo mantém trajetória de crescimento no Brasil. A combinação entre aumento da demanda, estímulos econômicos e retomada das viagens internacionais sustenta a expansão registrada no início de 2026.





