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{
"title": "PF Oitiva Depoimentos STF BRB Master: Investigações Aceleram no Supremo Tribunal Federal",
"subtitle": "Banco do DF sob escrutínio em caso de compra de ativos fraudulentos do Master, com depoimentos agendados no STF.",
"content_html": "<p>A Polícia Federal iniciou nesta segunda-feira (26) uma série de depoimentos cruciais no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados à controversa aquisição de ativos pelo BRB, banco estatal do Distrito Federal, provenientes do Banco Master. A investigação apura suspeitas de crimes que podem envolver até R$ 12 bilhões, incluindo organização criminosa, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. As oitivas, determinadas pelo ministro Dias Toffoli, ocorrem em um cronograma apertado, concentradas em dois dias, o que tem gerado atritos com os investigadores.</p><h2>Cronograma de Depoimentos e Figuras Chave</h2><p>O primeiro a ser ouvido foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB. Ao longo do dia, outros nomes ligados ao BRB e ao Banco Master prestarão seus depoimentos. Entre eles, diretores de empresas investigadas, empresários e executivos de tesouraria e operações financeiras. A lista inclui André Felipe de Oliveira Seixas Maia, Henrique Souza e Silva Peretto, Alberto Felix de Oliveira, Robério Cesar Bonfim Mangueira, e Luiz Antonio Bull. Complementando o quadro, Angelo Antonio Ribeiro da Silva, um dos sócios do Master, e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima serão ouvidos por videoconferência.</p><h2>Suspeitas de Fraude e Envolvimento de Dirigentes</h2><p>As investigações centram-se na aquisição pelo BRB de carteiras de crédito do Banco Master que, segundo as apurações, careciam de lastro e apresentavam promessas de retornos incompatíveis com o mercado, levantando suspeitas de que os ativos eram, na verdade, "podres". Há indícios de que diretores e ex-diretores do BRB teriam atuado para maquiar a situação desses ativos. O BRB chegou a cogitar a compra integral do Master, mas a operação foi vetada pelo Banco Central, que posteriormente decretou a liquidação do Master por insolvência. Investidores prejudicados foram amparados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com desembolso superior a R$ 26 bilhões.</p><h2>Controvérsias e a Condução do Caso por Dias Toffoli</h2><p>A condução das investigações pelo ministro Dias Toffoli tem sido marcada por decisões que geraram desconforto entre os investigadores. A determinação para que os depoimentos ocorram em um curto espaço de tempo, assim como o envio inicial do material apreendido diretamente para o STF, foram pontos de atrito. Adicionalmente, revelações sobre uma viagem de Toffoli em jatinho particular com um dos advogados do caso e a ligação de familiares do ministro com um fundo de investimentos relacionado ao Master trouxeram pressão sobre o relator.</p><h2>Trajetória das Investigações</h2><p>O caso teve início na primeira instância da Justiça Federal, mas ascendeu ao STF após a descoberta de um documento que mencionava um deputado federal, conferindo-lhe prerrogativa de foro. Embora a participação do parlamentar ainda não tenha sido confirmada, a menção foi suficiente para a remessa dos autos à Corte. O dono do Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso em novembro do ano passado, mas foi liberado posteriormente. A investigação foi prorrogada por mais 60 dias em janeiro deste ano.</p><p>Com informações da Agência Brasil.</p>"
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