MPRJ Pede Inclusão de Ex-CEO da Hurb na Lista Vermelha da Interpol e Bloqueio de Passaporte


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deu um passo significativo na busca por João Ricardo Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, solicitando sua inclusão na lista vermelha de procurados da Interpol. A medida visa dificultar a movimentação internacional do empresário e reforçar os esforços para sua localização. Paralelamente, foi requisitado o bloqueio de seu passaporte, impedindo-o de deixar o país por vias legais.


Foragido e Prisão Recente no Ceará

João Ricardo Mendes é considerado foragido desde a última quarta-feira (7). Sua situação ganhou destaque após uma prisão na segunda-feira (5) no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará. Na ocasião, ele foi detido portando um documento de identificação falso e com sua tornozeleira eletrônica descarregada, um indicativo de tentativa de ocultação ou descumprimento de medidas judiciais. Apesar da prisão em flagrante, ele foi liberado após passar por audiência de custódia.


Decisão Judicial e Justificativa para Prisão Preventiva

A reviravolta ocorreu na quarta-feira (7), quando a Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do ex-CEO. A decisão, proferida pelo juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal, baseou-se no “evidente risco à ordem pública e à aplicação da lei penal”. A prisão preventiva é uma medida drástica, utilizada quando há indícios concretos de que o acusado pode fugir, prejudicar investigações ou cometer novos crimes.

Acusações e Defesa

O empresário foi formalmente denunciado em maio de 2025. As acusações que pesam contra ele incluem os crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. Até o momento de sua prisão no Ceará, João Ricardo Mendes respondia ao processo em liberdade. A defesa do ex-CEO tem argumentado que seu cliente não descumpriu as medidas cautelares impostas pela Justiça, contestando a necessidade de sua prisão e das medidas mais severas solicitadas pelo MPRJ. A inclusão na lista da Interpol e o bloqueio do passaporte representam um recrudescimento na atuação do Ministério Público para garantir a aplicação da lei. Com informações do MPRJ.