
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu nesta quarta-feira (7) o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja levado a um hospital para a realização de exames. A autorização surge após Bolsonaro ter sofrido uma queda na véspera, que, segundo sua defesa, resultou em um quadro clínico preocupante, incluindo suspeita de traumatismo craniano, perda de consciência noturna, crise convulsiva e lapsos de memória. A medida visa garantir que o ex-presidente, atualmente detido em uma cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, receba a avaliação médica necessária.
Avaliação médica e solicitação de exames específicos
A defesa de Bolsonaro apresentou um argumento detalhado sobre a necessidade de procedimentos como tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma. Esses exames seriam fundamentais para diagnosticar a extensão das lesões decorrentes da queda e para monitorar a atividade cerebral. A decisão de Moraes especifica que o transporte e a vigilância do ex-presidente durante a estadia hospitalar ficarão a cargo da Polícia Federal, com orientações para que o procedimento seja realizado de forma discreta, utilizando a garagem do hospital para o desembarque, visando minimizar a exposição pública. Após os exames, Bolsonaro deverá retornar à custódia da PF.
Histórico recente e nova avaliação
A primeira comunicação sobre a queda de Bolsonaro veio de sua esposa, Michelle Bolsonaro, por meio das redes sociais, onde relatou que o ex-presidente havia tido uma crise durante o sono, resultando em uma queda e um ferimento na cabeça. Inicialmente, uma tentativa da defesa de transferi-lo para um hospital no dia anterior foi negada por Moraes, com base em uma avaliação médica da própria Polícia Federal que indicou ferimentos leves e ausência de necessidade imediata de internação. No entanto, a apresentação de um laudo de um médico particular, com a solicitação específica dos exames, levou à reavaliação e à posterior autorização ministerial.





