
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou apoio à decisão de seu colega Dias Toffoli de manter no STF a investigação relacionada ao Banco Master. A apuração, que envolve alegações de concessão de créditos falsos e pode ter movimentado até R$ 17 bilhões, foi direcionada para a Corte após a menção de um deputado federal nas investigações, o que confere foro privilegiado ao parlamentar.
Investigação sobre o Banco Master avança no STF
A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2023, apura um esquema de fraudes na concessão de créditos pelo Banco Master. Entre os fatos investigados está a tentativa de aquisição da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), que possui ligação com o governo do Distrito Federal. Daniel Vorcaro, banqueiro e principal alvo da operação, juntamente com ex-diretores e ex-sócios do banco, estão sob escrutínio das autoridades.
A decisão de Toffoli, tomada em dezembro do ano passado, transferiu a competência da Justiça Federal em Brasília para o STF. Essa movimentação se deu em virtude da inclusão de um deputado federal no rol de investigados. A Constituição Federal estabelece que autoridades com foro privilegiado devem ser julgadas e investigadas por tribunais superiores, como o STF, dependendo do cargo que ocupam.
O inquérito busca esclarecer a extensão das fraudes, que, segundo as apurações preliminares, podem somar um valor expressivo. As investigações da Polícia Federal visam desarticular a organização criminosa suspeita de operar o esquema, identificando todos os envolvidos e as responsabilidades de cada um. A atuação do STF garante que a investigação prossiga com o devido respeito às prerrogativas constitucionais dos envolvidos.





