
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) avança na quitação dos credores do Banco Master, com R$ 26 bilhões já repassados a mais de meio milhão de investidores. O montante representa cerca de dois terços do valor total esperado e atinge a maioria dos clientes com direito à garantia, segundo informações divulgadas pelo próprio fundo nesta sexta-feira (23).
Pagamentos acelerados após ajustes técnicos
Os desembolsos, iniciados na segunda-feira (19), ganharam velocidade após correções em sistemas internos do FGC. Atualmente, o fundo processa aproximadamente 2,8 mil solicitações por hora, o que equivale a 46 pedidos a cada minuto. A instituição reforça que suas equipes monitoram os sistemas continuamente para otimizar o fluxo de pagamentos, mas alerta que medidas de segurança e combate a fraudes podem, em casos específicos, demandar verificações adicionais, impactando o tempo de recebimento individual.
Estimativa de R$ 40,6 bilhões para o Banco Master
A liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro, deve demandar um desembolso líquido de cerca de R$ 40,6 bilhões por parte do FGC. Esse valor corresponde a aproximadamente um terço dos recursos totais administrados pelo fundo.
Will Bank: R$ 6,3 bilhões adicionais e atenção ao limite de cobertura
Com a recente decretação de liquidação do Will Bank pelo Banco Central, o FGC também se prepara para honrar as garantias de seus credores, com uma estimativa de R$ 6,3 bilhões a serem pagos. O início desses pagamentos dependerá da entrega da base de dados de credores pelo interventor nomeado pelo BC, sem data definida ainda. É importante notar que, como o Will Bank faz parte do mesmo conglomerado financeiro do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não será duplicado. Clientes que já tenham recebido o teto máximo em outras instituições do grupo não terão direito a novos pagamentos.
O Banco Master foi objeto de liquidação extrajudicial em 18 de novembro, mesmo dia em que seu controlador, Daniel Vorcaro, foi detido em uma operação da Polícia Federal que investiga supostas fraudes. Ele foi posteriormente liberado e responde às investigações em liberdade, com medidas cautelares.
Com informações da Agência Brasil.





