
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Estado (MPRJ) após o empresário ser detido no Ceará, portando um documento falso e com a bateria de sua tornozeleira eletrônica descarregada. A prisão preventiva visa garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, segundo o juiz responsável pelo caso.
Entenda o Caso: Prisão no Aeroporto e Acusações Anteriores
João Ricardo Rangel Mendes foi detido na última segunda-feira (5) no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no litoral cearense. No momento da abordagem, ele estava com um documento de identificação adulterado e a tornozeleira eletrônica, utilizada como medida cautelar em outro processo, estava sem bateria. A prisão ocorreu em decorrência do descumprimento de outras medidas impostas pela Justiça, conforme apontado pelo MPRJ em sua solicitação.
As medidas cautelares originais foram aplicadas em função de uma denúncia do MPRJ em maio de 2025, que acusa Rangel Mendes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. Na ocasião, o empresário foi preso sob a acusação de subtrair obras de arte e outros objetos de um hotel e de um escritório de arquitetura no Rio de Janeiro.
Defesa Contesta Decisão e Aponta Falta de Provas
A defesa de João Ricardo Rangel Mendes, representada pelo advogado Vicente Donnici, argumenta que não houve descumprimento das medidas cautelares. Segundo os advogados, o empresário viajou para o Ceará em 29 de dezembro e não permaneceu fora do Rio de Janeiro por mais de 30 dias sem prévia comunicação à Justiça, como seria exigido. A defesa também questiona a prova de que a tornozeleira estivesse desligada e sugere que, caso estivesse inoperante, não teria sido uma ação intencional.
No entanto, o juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal, refutou os argumentos da defesa. Ele citou relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) que, segundo o magistrado, são “assertivos quanto às reiteradas violações de monitoramento feitas pelo réu”. Diante disso, o juiz expediu o mandado de prisão e determinou o encaminhamento de Rangel Mendes para o Rio de Janeiro. Com informações da Agência Brasil.





