EUA Passam a Controlar Receita de Venda de Petróleo Venezuelano em Contas Americanas


Os Estados Unidos iniciaram a comercialização de petróleo bruto da Venezuela, com toda a receita das vendas sendo direcionada para contas bancárias sob controle americano. A medida, anunciada nesta quarta-feira (7) pelo Departamento de Energia dos EUA, visa assegurar a legitimidade e a integridade na destinação final dos fundos, que serão utilizados em benefício tanto do povo americano quanto do venezuelano, a critério do governo dos EUA. A operação marca uma nova fase na estratégia americana de pressionar o regime de Nicolás Maduro.


Venda de Petróleo e Controle Financeiro

O presidente Donald Trump declarou na terça-feira (6) que os EUA iriam refinar e comercializar até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano retidos no país devido às sanções impostas. As vendas, que começam imediatamente e têm duração indeterminada, contam com o apoio de importantes empresas de commodities e bancos globais. O petróleo será transportado para terminais nos Estados Unidos e vendido a preço de mercado. A decisão de controlar os recursos visa garantir que sejam aplicados de forma a beneficiar ambos os países, segundo Trump.


Contexto e Impacto da Ação Americana

Esta movimentação ocorre poucos dias após uma operação militar americana na Venezuela que culminou no sequestro do ditador Nicolás Maduro, resultando em baixas significativas entre militares venezuelanos e cubanos. Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo sem conseguir exportá-los devido ao embargo americano, uma das principais ferramentas de pressão de Washington. A decisão de apreender e vender o petróleo é parte de uma estratégia mais ampla para desestabilizar o governo socialista e forçar uma mudança política.

Interesse Histórico dos EUA no Setor Petrolífero Venezuelano

O interesse dos Estados Unidos no setor petrolífero venezuelano é antigo. Mesmo com as maiores reservas de petróleo do mundo, a produção venezuelana despencou para cerca de 1 milhão de barris diários devido a sanções e problemas de infraestrutura. As refinarias americanas, especialmente na Costa do Golfo, são equipadas para processar o tipo de petróleo pesado extraído na Venezuela, tendo importado cerca de 500 mil barris por dia antes das sanções iniciais. O governo americano planeja discutir a reabertura do setor para grandes companhias dos EUA, visando investimentos e recuperação da infraestrutura petrolífera do país sul-americano.