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Dólar despenca 1,6% e fecha em R$ 5,23 com alívio nos mercados internacionais

O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de alívio nesta segunda-feira (16), com o dólar comercial registrando uma queda significativa de 1,60%, fechando negociado a R$ 5,229. A cotação acompanhou o movimento da moeda no exterior, impulsionada pela redução da aversão global ao risco.


Alívio externo impulsiona o real

A queda do dólar foi favorecida pela diminuição da tensão geopolítica e pela expectativa de retomada do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. O recuo nas cotações do petróleo, principal commodity afetada por esses fatores, contribuiu para que ativos de mercados emergentes, como o real, apresentassem um desempenho positivo.


O contrato do petróleo tipo Brent para maio fechou em queda de 2,84%, embora o barril ainda permaneça acima de US$ 100. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando possíveis diálogos com o Irã, também ajudaram a dissipar os receios de uma escalada do conflito no Oriente Médio.

Ibovespa reage positivamente

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, também se recuperou, avançando 1,25% e encerrando o pregão aos 179.875 pontos. A melhora na percepção de risco global e a queda dos preços do petróleo foram fatores determinantes para o desempenho positivo.

Fatores internos e expectativa do Copom

No cenário doméstico, as intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos, com operações de recompra de papéis, também foram vistas como um fator positivo, aumentando a liquidez e reduzindo tensões na curva de juros.

Investidores também ajustam posições em antecipação à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para quarta-feira (18). A expectativa predominante é de um corte mais moderado na taxa Selic, de 0,25 ponto percentual, levando os juros a 14,75% ao ano. Contudo, há analistas que consideram a possibilidade de manutenção da taxa devido às pressões inflacionárias recentes.

Com informações da Agência Brasil