
O deputado estadual Delegado Péricles (PL) criticou veementemente a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Amazonas pela falta de ações efetivas diante do foguetório realizado na noite de terça-feira (10), em celebração ao aniversário de uma facção criminosa. O parlamentar lamentou que, mais uma vez, a data foi marcada pela demonstração de força do crime organizado no estado.
“Todos sabiam o que aconteceria no dia 10 de fevereiro. Eu anunciei isso diversas vezes, inclusive ontem ainda pela manhã. É lamentável assistir, mais uma vez, a celebração do domínio do crime organizado no Amazonas, enquanto nada é feito para impedir”, declarou Péricles em discurso na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Respostas institucionais insuficientes
Apesar de prisões e apreensões realizadas pela Polícia Militar, o deputado considerou a resposta institucional insuficiente. Ele questionou a tipificação penal dos detidos, argumentando que um termo circunstanciado por apologia ao crime, com pena leve e liberação imediata, não enfrenta a raiz do problema.
Domínio territorial e redução de homicídios
Péricles atribuiu a redução nos índices de homicídio no estado não a um planejamento eficaz, mas ao domínio territorial absoluto da facção, que eliminou disputas internas. “Não é fruto de planejamento ou investimento em inteligência. É reflexo direto da hegemonia criminosa, que não enfrenta mais disputa interna”, afirmou.
Prioridades equivocadas na gestão da SSP
O parlamentar também denunciou o que considera prioridades equivocadas na atual gestão da SSP, que, segundo ele, investe em sistemas tecnológicos caros enquanto a tropa policial (civil, militar e bombeiros) carece de melhorias básicas, como auxílio-fardamento e atualização da data-base.
Denúncias sobre contratações e convênios
Delegado Péricles anunciou que apresentará detalhes sobre contratações e convênios envolvendo empresas responsáveis pelos sistemas adquiridos pela Secretaria. Ele reforçou a importância da manutenção do Procedimento Policial Eletrônico (PPE), defendido por ele e outros parlamentares contra tentativas de substituição por uma plataforma paga.
Previsão de repetição do cenário
Ao encerrar seu pronunciamento, o deputado alertou que, sem mudanças profundas no comando e na política de segurança pública, o cenário de foguetórios e celebração do crime tende a se repetir nos próximos anos. “Se nada mudar, estaremos aqui novamente no próximo dia 10 de fevereiro assistindo ao mesmo foguetório. Não por adivinhação, mas porque o Estado está entregue, e o secretário insiste em dizer que está tudo bem”, concluiu.
Com informações da assessoria





