
A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) aprovou seu plano de negócios para o período de 2026 a 2030, com um investimento previsto de R$ 286 milhões. O objetivo é expandir a infraestrutura de distribuição de gás natural (GN) no estado e consolidar o mercado, projetando ultrapassar a marca de 50 mil unidades consumidoras até 2030.
O aporte financeiro será direcionado para a ampliação da rede de distribuição de gás natural (RDGN) em 126 quilômetros, somando-se aos atuais 367 km. Uma parte significativa dos recursos será destinada à conclusão, ainda em 2026, do gasoduto Norte-Leste, que terá 34,5 quilômetros de extensão e visa interligar novas usinas termelétricas, indústrias, comércios e outros empreendimentos, além de aumentar a flexibilidade operacional do sistema.
Empreendimentos estratégicos impulsionam o setor
Entre os projetos beneficiados está a interligação da usina termelétrica (UTE) Manaus 01, crucial para a segurança energética da capital amazonense. Outra iniciativa de destaque é a implantação de um gasoduto de 3,5 quilômetros para suprir a primeira usina de gás natural da região Norte voltada para operações portuárias. Essa parceria com o Super Terminais eliminará o uso de diesel e evitará a emissão anual de cerca de 17 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂).
O plano também inclui investimentos em manutenção, segurança da rede e ações de promoção comercial. A Cigás reforça seus protocolos de segurança com o Centro de Controle Operacional (CCO) e a realização de simulados anuais de emergência.
Economia e sustentabilidade com gás natural
Com 15 anos de operação, a Cigás atende mais de 28 mil unidades consumidoras em diversos segmentos. O gás natural oferece vantagens econômicas significativas, com potencial de redução de custos de até 58% para indústrias, 52% para o comércio, 54% no segmento veicular e 51% no residencial. Sua versatilidade permite o uso em geração de energia, aquecimento, climatização, como combustível veicular e no preparo de alimentos.
A adoção do gás natural também traz benefícios ambientais. Estima-se que a substituição de óleo combustível por gás natural na geração elétrica no Amazonas evitou a emissão de aproximadamente 6,2 milhões de toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) entre 2010 e 2023.
Com informações da assessoria





