
A ministra Cármen Lúcia foi designada para relatar o novo Código de Ética do Supremo Tribunal Federal (STF). O anúncio foi feito pelo ministro Edson Fachin, em um momento em que a Corte tem enfrentado críticas sobre a conduta de seus membros em investigações que envolvem o Banco Master.
A criação do código de ética surge após a repercussão de investigações e notícias que levantaram questionamentos sobre a atuação de ministros do STF em relação ao Banco Master. Entre os casos que geraram debate está a negativa do ministro Alexandre de Moraes sobre a participação em um encontro com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em 2025, na residência do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A reportagem foi classificada por Moraes como “falsa e mentirosa”.
Outro ponto de atenção foi o envolvimento do escritório de advocacia Barci de Moraes, familiar do ministro Alexandre de Moraes, que prestou serviços ao Banco Master antes de sua liquidação pelo Banco Central.
O ministro Dias Toffoli também foi alvo de críticas por sua relatoria no caso, especialmente após a divulgação de informações sobre irregularidades encontradas pela Polícia Federal em um fundo de investimento associado ao Banco Master. Este fundo adquiriu participação em um resort no Paraná, que pertencia a familiares de Toffoli.
O ministro Fachin também se manifestou publicamente em defesa da atuação de Toffoli, divulgando uma nota à imprensa.
Com informações da Agência Brasil





