Bolsonaro diz que Petrobras pode mudar política de preços com novos diretores

foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em entrevista à Rádio Itatiaia. na manhã desta quarta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Petrobras pode alterar sua política de preços após a posse de uma nova diretoria da estatal.

Bolsonaro disse que o indicado do governo para a presidência da estatal, Caio Paes de Andrade, vai escolher novos diretores e que, “se for o caso”, o Conselho de Administração pode mudar o modelo atual de reajuste.

“Estamos com dificuldade (do novo presidente assumir). Era para ser colocado ontem, passou para hoje, daqui a pouco passa para semana que vem. Qual a ideia desse novo presidente da Petrobras? Obviamente, ele vai trocar seus direitos. Eu não posso ser eleito presidente, tomar posse e não trocar os ministros. Assim é em qualquer lugar. E esses novos vão dar uma nova dinâmica. Estudar a questão do PPI, se for o caso, o próprio conselho muda o PPI”, disse Bolsonaro.

O presidente disse que o preço de paridade de importação (PPI), instituído no Governo Temer, “já cumpriu seu papel” e que, no momento, está “gangrenando” a Petrobras:

“Foi feito lá um acerto e o estatuto da Petrobras criou a tal da PPI, paridade de preços internacional. Que, no meu entender, já cumpriu o seu papel para…É igual torniquete. Você faz ali, quando acaba a hemorragia você tem que afrouxar, se não gangrena a perna. A perna, chamada Petrobras, está gangrenando agora com o PPI”.

Bolsonaro ainda criticou a “ganância” da estatal e afirmou que os lucros atuais são “inimagináveis”. Segundo ele, os reajustes ocorridos no preço de petróleo não precisam ser repassados imediatamente para o mercado nacional.

“Não tem justificativa de, subiu lá fora, sobe imediatamente aqui. Ainda mais a ganância da Petrobras. Ela está tendo lucros inimagináveis. E poderia, no nosso entendimento, não dar esse reajuste todo, porque apesar do estatuto da Petrobras falar em PPI, a periodicidade do mesmo é um ano. Então não precisa subir imediatamente”, afirmou.

Bolsonaro disse ainda que a privatização da Petrobras vai ficar para “futuro governo”, mas disse que uma desestatização dos Correios já estaria “bastante adiantada”.

O presidente disse ainda que o teto de gastos – regra fiscal que limita o crescimento das despesas do governo ao aumento da inflação – tem que ser revisto mais cedo ou mais tarde:

“Não justifica a gente ter um excesso de arrecadação de R$ 300 bilhões ano passado e não poder usar em nada em proveito da própria população, apesar de o governo ter diminuído impostos”.

Com informações da Gazeta Brasil

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