
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre os potenciais riscos à saúde hepática associados ao consumo de suplementos alimentares que contêm cúrcuma. A preocupação reside nas altas concentrações da substância encontradas nesses produtos, que diferem do uso culinário.
Diferença entre uso culinário e suplementos
A Anvisa esclarece que o pó de cúrcuma utilizado na culinária é considerado seguro e não está incluído no alerta. “O pó usado na culinária é seguro e não integra o alerta, uma vez que não há evidências de risco associado ao consumo da cúrcuma como alimento e aditivo alimentar”, detalhou a agência. A diferença crucial está na concentração e absorção: “A diferença é que, em medicamentos e suplementos, o produto possui concentrações mais altas e uma capacidade de ser mais absorvido pelo organismo”, completou.
Sinais de alerta para avaliação médica
A agência recomenda atenção a sintomas que podem indicar toxicidade hepática após o uso de medicamentos e suplementos com cúrcuma. Dentre os indícios citados estão:
- Pele ou olhos amarelados (icterícia)
- Urina muito escura
- Cansaço excessivo e sem explicação
- Náuseas e dores na região do abdômen
Em caso de manifestação desses sintomas, a orientação é interromper o uso imediatamente e procurar um profissional de saúde. Suspeitas de eventos adversos devem ser notificadas ao sistema VigiMed (para medicamentos) ou e-Notivisa (para suplementos).
Medidas preventivas e reavaliação
Como medida preventiva, a Anvisa determinou a atualização das bulas dos medicamentos Motore e Cumiah, ambos contendo cúrcuma, para incluir avisos de segurança. Quanto aos suplementos, a agência informou que reavaliará o uso da substância e exigirá advertências obrigatórias sobre a possibilidade de efeitos adversos nos rótulos dos produtos.
Com informações da Agência Brasil





