
Após cinco dias de intensos debates, foi encerrado na madrugada desta segunda-feira (1º) o julgamento do Caso Débora, um dos processos de maior repercussão e complexidade já submetidos ao Tribunal do Júri em Manaus. A sessão foi presidida pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, titular da Vara do Tribunal do Júri, que conduziu os trabalhos ao longo de toda a semana ao lado da equipe do Poder Judiciário responsável pela organização e andamento da sessão plenária.
O julgamento reuniu Ministério Público, defesa, assistentes de acusação, testemunhas e jurados em uma extensa análise das provas produzidas durante a investigação. O caso ganhou grande repercussão após o desaparecimento e a morte de Débora, registrados em julho de 2023.
Durante o quinto dia de julgamento, acusação e defesa apresentaram seus últimos argumentos antes da deliberação do Conselho de Sentença. Após os debates finais, os jurados se reuniram em sala secreta para responder aos quesitos formulados pelo magistrado, etapa que antecede a leitura da sentença.
Ao final da votação dos jurados, o juiz Fábio Lopes Alfaia realizou a leitura da decisão em plenário.
O réu Gil Romero Machado Batista foi condenado a 63 anos e 7 meses de prisão, além do pagamento de R$ 150 mil a título de reparação de danos.
Já o réu José Nilson Ferreira da Silva foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão.
O julgamento foi encerrado às 2h30 da madrugada, após cinco dias consecutivos de sessões, marcando o desfecho de uma das ações penais mais acompanhadas pela sociedade amazonense nos últimos anos.
A conclusão do júri encerra uma etapa importante do processo judicial, que mobilizou autoridades, familiares da vítima, profissionais do Direito e a opinião pública durante toda a sua tramitação.





