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Vendas do Tesouro Direto batem recorde histórico para fevereiro

O Tesouro Direto registrou um volume recorde de vendas para o mês de fevereiro, alcançando R$ 226,93 bilhões em estoque total. Este valor representa um aumento de 3,03% em relação ao mês anterior e uma expressiva alta de 38,36% comparado a fevereiro do ano passado. A consolidação desses resultados é atribuída, em grande parte, ao patamar elevado da Taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano, que mantém os títulos públicos como investimentos atrativos. Além disso, a expectativa de aumento da inflação oficial nos próximos meses também tem impulsionado o interesse por títulos indexados a esse indicador.


Aumento expressivo no número de investidores

O programa do Tesouro Direto também viu um crescimento significativo em sua base de investidores. Em fevereiro, 222.220 novos participantes aderiram ao programa, elevando o total de investidores para 34.809.947. Nos últimos 12 meses, o número de investidores ativos (com operações em aberto) cresceu 14,23%, totalizando 3.457.211.


Preferência por títulos de curto e médio prazo

A análise das operações de venda revela uma predileção dos investidores por títulos de curto e médio prazo. Títulos com vencimento de até cinco anos representaram 52,6% das vendas totais. Operações com prazos entre cinco e dez anos corresponderam a 28,5%, enquanto os papéis com mais de dez anos de maturidade somaram 18,9% das negociações.

A democratização do acesso aos títulos públicos é evidenciada pelo expressivo número de vendas de até R$ 5 mil, que responderam por 75,3% do total de 805.676 operações realizadas em fevereiro. As aplicações de até R$ 1 mil, em particular, representaram 51,7% desse montante, com um valor médio por operação de R$ 10.242,74.

O que é o Tesouro Direto?

Criado em janeiro de 2002, o Tesouro Direto visa popularizar a aquisição de títulos públicos federais por pessoas físicas diretamente do Tesouro Nacional, através da internet, sem a necessidade de intermediários financeiros. Uma taxa é cobrada pela B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e descontada nas movimentações dos títulos. O governo utiliza a venda desses títulos como uma importante ferramenta para captar recursos, destinando-os ao pagamento de dívidas e ao cumprimento de compromissos financeiros. Em contrapartida, o Tesouro Nacional devolve o valor investido acrescido de um rendimento que pode variar conforme a Taxa Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa pré-fixada.

Com informações da Agência Brasil