
O Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), realizou na manhã desta terça-feira (24) uma caminhada de conscientização e enfrentamento à tuberculose. A iniciativa, que faz parte das celebrações do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, partiu da Praça Heliodoro Balbi e seguiu até o Teatro Amazonas, no Centro de Manaus.
Mobilização pela saúde pública
A caminhada reuniu gestores, profissionais de saúde, educação e representantes da sociedade civil com o objetivo de aumentar a visibilidade sobre a tuberculose, que ainda é um desafio significativo para a saúde pública. A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou a importância do acompanhamento contínuo aos pacientes e familiares.
“É uma data que traz a questão de toda a mobilização, toda a sociedade sensibilizada para a questão deste agravo, que é um agravo sério, mas que tem cura, tuberculose tem cura, desde que você consiga ter o diagnóstico precoce. O tratamento dura em média seis meses e é preciso completá-lo”, afirmou Amorim.
Tatyana Amorim também ressaltou o papel central da FVS-RCP na coordenação das ações estratégicas estaduais para a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença, por meio do Programa Estadual de Controle da Tuberculose.
Desafios e avanços no combate à doença
O coordenador do Comitê de Controle da Tuberculose do Amazonas, Euclides de Souza, enfatizou a relevância da mobilização social. “O importante para nós, nesse 24 de março, é chamar a atenção da população de Manaus, do Amazonas e do Brasil para que a tuberculose está aí e nós, do âmbito social, sabemos que o serviço está à disposição de qualquer pessoa que procure uma unidade de saúde, para que a gente possa fazer o diagnóstico, fazer o tratamento e para que a pessoa não venha abandoná-lo”, ressaltou Souza.
Em 2025, o Amazonas registrou 4.519 casos novos e 281 óbitos por tuberculose. Apesar dos números, observa-se uma desaceleração no aumento de casos, atribuída à ampliação do diagnóstico e das ações de prevenção do Governo do Estado. Entre os avanços estão a descentralização do teste rápido molecular no interior e o fortalecimento do tratamento preventivo para pessoas vivendo com HIV.
Prevenção e diagnóstico: pilares do combate
A coordenadora do Programa Estadual do Controle da Tuberculose, Lara Bezerra, lembrou da importância da vacinação com a BCG, disponível gratuitamente no SUS, que protege crianças das formas graves da doença. A vacina pode ser administrada logo ao nascer e até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.
“Outra forma de prevenção é o diagnóstico precoce. São aquelas pessoas que têm sinais e sintomas da doença, para procurar a unidade de saúde mais próxima ser diagnosticada e realizar o tratamento. Além do diagnóstico precoce e tratamento oportuno, nós temos também o tratamento preventivo da tuberculose. A gente tem disponível regimes encurtados, ou seja, de três meses de tratamento, com doses semanais que reduzem até 90% o risco de adoecer por tuberculose no futuro”, explicou Bezerra.
Engajamento acadêmico e estudantil
A professora Mariana Brasil, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), presente na caminhada, destacou a importância da temática na educação. “A tuberculose é uma doença endêmica aqui no Estado do Amazonas e no Brasil. Então, a importância [da tuberculose] está envolvida em vários âmbitos e é importante a gente estudar. A Ufam, em particular, está envolvida na extensão, na pesquisa e também, ali, na comunidade acadêmica no ensino. Através da informação, a gente consegue prevenir”, pontuou Brasil.
Lohan Sampaio, estudante de 17 anos da Escola Estadual Professor Francisco Albuquerque, avaliou a iniciativa positivamente. “É sempre muito bom ficar atento sobre essas doenças, porque elas são silenciosas, só aparece uma tosse. (…) Mas é sempre bom fazer exame, ir no posto [de saúde], como a moça falou, fazer o exame do escarro, porque muitas vezes a tuberculose não aparece e só vai ver quando ela está grave”, finalizou.
A mobilização reforça que a tuberculose tem cura e que o diagnóstico e o tratamento são gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com informações da Agência Amazonas





