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Dólar recua para R$ 5,20 com otimismo no cenário externo e alta do petróleo

O dólar comercial fechou em R$ 5,20 nesta terça-feira (17), registrando uma queda de R$ 0,029 (-0,57%) e demonstrando recuperação após um período de alta. A moeda chegou a R$ 5,178 no início da tarde, mas desacelerou o ritmo de desvalorização ao longo do dia.


Cenário externo impulsiona o real

A valorização do real foi notável entre as moedas emergentes, refletindo um maior apetite por risco no mercado internacional. Essa melhora ocorreu mesmo diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da elevação dos preços do petróleo.


Ibovespa se aproxima dos 180 mil pontos

Na bolsa de valores, o Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,30%, alcançando 180.409 pontos. O índice, contudo, viu seus ganhos diminuírem no final da sessão devido a preocupações internas, como a ameaça de greve de caminhoneiros em função do aumento do preço do diesel.

Petroleiras em alta e bancos em queda

As ações de petroleiras apresentaram desempenho positivo, impulsionadas pela alta de 3,2% no preço do barril de petróleo tipo Brent, que atingiu US$ 103,42. Por outro lado, os papéis de bancos registraram perdas.

Entrada de capital estrangeiro e intervenção do Tesouro

O mercado brasileiro de ações recebeu entrada de capital estrangeiro nesta terça-feira. A valorização das ações da Petrobras e os leilões de recompra de títulos promovidos pelo Tesouro Nacional, que voltou a atuar no mercado de títulos públicos, foram fatores importantes.

Juros em foco: decisões do BCB e Fed nesta quarta

A expectativa para a política monetária é alta, com os Bancos Centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciando suas decisões sobre juros básicos nesta quarta-feira (18). A previsão é de manutenção das taxas pelo Federal Reserve e um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Copom.

Oriente Médio e volatilidade no radar

Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sugerindo uma curta duração para o conflito no Oriente Médio, contribuíram para o otimismo do mercado. No entanto, a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã mantém o preço do petróleo sob pressão, com alta acumulada superior a 40% desde o início do conflito na região.

Analistas alertam para a persistência da volatilidade, com investidores monitorando os desdobramentos da guerra e seus possíveis impactos na energia e na inflação global.

Com informações da Agência Brasil