
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um forte apelo pela paz mundial, condenou a crescente corrida armamentista e criticou a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente o Conselho de Segurança. Durante seu pronunciamento, Lula dirigiu-se aos cinco membros permanentes do Conselho – França, Inglaterra, Rússia, China e Estados Unidos – questionando o foco em investimentos na defesa em detrimento do combate à fome.
Críticas ao Conselho de Segurança da ONU
Lula expressou preocupação com o aumento de conflitos e a subsequente demanda por mais armamentos, como drones e aviões de caça. Ele argumentou que esses recursos poderiam ser direcionados para a produção de alimentos, em vez de serem utilizados para destruição.
Faixa de Gaza e o “Conselho de Paz”
O presidente também criticou a iniciativa do governo de Donald Trump de criar um “Conselho de Paz” para a reconstrução da Faixa de Gaza. Lula questionou a moralidade de propor a reconstrução após um conflito que resultou na morte de tantas mulheres e crianças, comparando a iniciativa a um cenário de férias em meio a tragédia.
A Fome como Responsabilidade
Para Lula, a fome não é um problema de intempéries climáticas, mas sim resultado da “excesso de irresponsabilidade” daqueles que detêm o poder e a responsabilidade de agir. Ele ressaltou a importância de se manifestar e lutar por mudanças.
Descrédito da ONU
Ao final de seu discurso, Lula agradeceu o papel da FAO, mas alertou para o crescente descrédito da ONU, que, segundo ele, não está cumprindo sua carta de criação de 1945. Ele questionou por que a organização não convocou uma conferência mundial para discutir os conflitos existentes.
Lula finalizou refletindo sobre a ênfase em poderio militar, como a ostentação de “maior navio” ou “maior exército do mundo”, em contraste com a falta de menção à capacidade de produção e distribuição de alimentos, algo que, para ele, seria mais relevante e positivo.
Com informações da Agência Brasil





