
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a inflação do aluguel, apresentou uma queda de 0,73% em fevereiro. Este resultado reverte a alta de 0,41% registrada em janeiro, levando o índice a acumular um recuo de 0,32% no ano e de 2,67% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
A queda em fevereiro foi impulsionada principalmente pela taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que recuou 1,18%, contrastando com a alta de 0,34% em janeiro. O economista da FGV, André Braz, destacou que o IPA, com o maior peso no IGP, foi influenciado pela forte retração nos preços de commodities importantes.
Principais componentes do IGP-M
No período, o minério de ferro apresentou uma queda de 6,92%, a soja recuou 6,36% e o café teve uma retração de 9,17%. Esses movimentos contribuíram significativamente para a desaceleração geral do índice.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também mostrou desaceleração, registrando uma taxa de 0,30% em fevereiro, inferior aos 0,51% de janeiro. Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa do IPC apresentaram recuos, incluindo Alimentação, Saúde e Cuidados Pessoais, Educação, Leitura e Recreação, Transportes e Vestuário.
Por outro lado, os grupos Habitação, Despesas Diversas e Comunicação registraram aumentos em suas taxas de variação.
Custos da construção desaceleram
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,34% em fevereiro, uma desaceleração em comparação com a alta de 0,63% registrada no mês anterior. O grupo Materiais e Equipamentos recuou, enquanto o grupo Serviços aumentou e o grupo Mão de Obra diminuiu significativamente.
André Braz comentou que, no varejo, a desaceleração do IPC ocorreu pela menor intensidade nas altas das mensalidades escolares. Na construção civil, a inflação da mão de obra também perdeu força em relação a janeiro.
Com informações da Agência Brasil





