
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para estender os trabalhos do colegiado por pelo menos 60 dias. A iniciativa surge após a ausência de uma decisão formal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre o pedido de prorrogação já protocolado.
Aprofundamento e Deliberações Urgentes
Viana justificou a necessidade de mais tempo para aprofundar as investigações em curso, que tiveram início em 20 de agosto. A continuidade é vista como crucial para a análise dos documentos solicitados e para a realização de depoimentos e quebras de sigilo.
Uma reunião deliberativa está marcada para quinta-feira (26), onde serão discutidos os próximos passos, incluindo a definição de novos depoimentos e a análise de requerimentos importantes, como a convocação de representantes de bancos.
Caso Daniel Vorcaro e Críticas à Justiça
O senador também expressou preocupação com a demora no recebimento de informações decorrentes das quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A guarda dessas provas foi transferida para a Presidência do Senado, decisão que a CPMI considera restritiva de suas prerrogativas.
Viana criticou a decisão do ministro André Mendonça de conceder habeas corpus a Vorcaro, permitindo que ele não seja obrigado a comparecer à CPMI e questionou a proposta de depoimento em São Paulo. O senador classificou a situação como uma “blindagem absurda” para o banqueiro, envolvido em investigações sobre empréstimos consignados e prejuízos a beneficiários do INSS.
Com informações da Agência Brasil





