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Dias Toffoli pede para deixar relatoria de investigação sobre o Banco Master após menções em celular


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a sua saída da relatoria do inquérito que investiga supostas fraudes no Banco Master. A decisão ocorre após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para discutir um relatório da Polícia Federal (PF) que apontou menções a Toffoli em mensagens de celular apreendidas do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master.


Com o pedido acatado, caberá a Fachin designar um novo relator para o caso. Em nota oficial, os ministros do STF manifestaram apoio a Toffoli, afirmando que não há indícios de suspeição ou impedimento, e ressaltando que o ministro atendeu a todas as requisições da PF e da Procuradoria-Geral da República.


Reunião e apoio institucional

Durante a reunião, que durou cerca de três horas, os ministros tomaram conhecimento do relatório da PF sobre as menções encontradas no celular de Vorcaro, cujo conteúdo está sob sigilo judicial. A defesa de Toffoli inicialmente pediu para que ele permanecesse na relatoria, mas diante da repercussão e pressão pública, o ministro aceitou o afastamento.

A polêmica ganhou força no último mês, após reportagens indicarem a descoberta de irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master, que teria adquirido participação em um resort de propriedade de familiares de Toffoli. O ministro já havia divulgado uma nota afirmando ser sócio do resort e negando ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro.

Nota oficial do STF

A nota oficial emitida pelos dez ministros do STF, datada de 12 de fevereiro de 2026, reitera a validade dos atos praticados por Toffoli e expressa apoio pessoal, destacando a ausência de motivos para suspeição ou impedimento. A Corte registrou que a saída da relatoria foi a pedido de Toffoli, considerando a sua prerrogativa de submeter questões à Presidência para o bom andamento dos processos e os interesses institucionais.

A Presidência do STF adotará as medidas processuais necessárias para a extinção da arguição de suspeição e o envio dos autos a um novo relator.

Com informações da Agência Brasil