
A Justiça do Rio de Janeiro absolveu os policiais militares acusados de matar Thiago Menezes, de 17 anos, na comunidade Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. O jovem foi atingido por disparos de fuzil após cair de moto, junto com um amigo, em uma via de acesso à comunidade.
Entenda o caso
Segundo a denúncia do Ministério Público estadual, os policiais estavam em um carro particular descaracterizado e saíram do veículo atirando. Thiago, que não tinha antecedentes criminais e frequentava assiduamente a escola, foi atingido pelas costas. A defesa dos policiais alegou que os jovens seriam traficantes e teriam atirado contra os agentes, que teriam agido em legítima defesa.
A alegação da defesa, no entanto, foi contestada por testemunhas e pela perícia. A acusação destacou que os depoimentos dos policiais foram inconsistentes, com trocas de versão sobre o ocorrido, o que indicaria a intenção de omitir as circunstâncias do crime. Inicialmente, os PMs negaram estar no local, depois afirmaram que o carro utilizado era uma viatura policial.
Depoimentos e contestações
Durante o julgamento, foram ouvidos o amigo de Thiago que sobreviveu à ação, a mãe do jovem e vizinhos que presenciaram e filmaram a ocorrência. A mãe de Thiago, Priscila Menezes, descreveu o filho como um jovem educado, carinhoso e dedicado aos estudos e ao futebol. Ela ressaltou que Thiago nunca lhe deu trabalho e que era responsável com os estudos.
O defensor público Pedro Cariello, que atuou junto com o Ministério Público, afirmou que os policiais mentiram ao alterar suas narrativas por duas vezes e questionou a legalidade de policiais utilizarem carros particulares em operações, algo que, segundo ele, não é permitido pela corporação.
Com informações da Agência Brasil





