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Ministro do STJ nega importunação sexual e pede licença de 90 dias após denúncias


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Newton Trisotto, negou as acusações de importunação sexual que pesam contra ele e solicitou uma licença de 90 dias. A decisão ocorre após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmar o recebimento de uma segunda denúncia contra o magistrado.


Duas denúncias em andamento

A primeira denúncia, apresentada na semana passada, é de uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. Ela o acusa de ter tentado agarrá-la durante um banho de mar em Balneário Camboriú, no mês passado, enquanto passava férias com o ministro e seus pais. A jovem já prestou depoimento à Polícia Civil e ao CNJ, e uma investigação criminal foi aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado de Trisotto.


A segunda denúncia, recebida pelo CNJ na última segunda-feira (9), também é de importunação sexual. O STJ, por sua vez, iniciou uma sindicância para apurar o caso.

Carta aos colegas e afastamento

Newton Trisotto, que já estava afastado após apresentar um atestado médico e ser internado em um hospital em Brasília, enviou uma carta aos demais ministros do STJ. Nela, ele expressa estar “muito impactado com as notícias veiculadas” e se diz “calado até o momento” por se encontrar internado sob acompanhamento cardíaco e emocional.

O ministro afirma que as acusações são falsas e que sua inocência será demonstrada nos procedimentos instaurados. Ele ressalta sua trajetória pessoal e profissional ilibadas, seu casamento de 45 anos e sua família coesa, pedindo cautela na apreciação das graves acusações. Trisotto lamenta o sofrimento causado à sua família e o desgaste para a Corte, confiando que a apuração técnica e imparcial esclarecerá os fatos.

Com informações do STJ

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