
Em um dia de forte otimismo nos mercados financeiros, o dólar comercial registrou uma queda significativa, encerrando o pregão a R$ 5,188, o menor valor em 21 meses. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira, representada pelo Ibovespa, alcançou um novo recorde, superando a marca dos 186 mil pontos.
A cotação do dólar operou em baixa durante toda a sessão, chegando a R$ 5,17 no início da tarde. Apesar de uma leve recuperação com a entrada de compradores, a moeda manteve a tendência de desvalorização. O último patamar tão baixo quanto o registrado hoje foi em 28 de maio de 2024, quando a divisa estava cotada a R$ 5,15. No acumulado do ano, o dólar já acumula uma queda de 5,47%.
Ibovespa impulsionado por setores estratégicos
O índice Ibovespa fechou o dia em alta de 1,8%, atingindo 186.241 pontos. O desempenho positivo foi liderado por ações de bancos, petroleiras e mineradoras, setores de grande peso na composição do índice. Este é o segundo recorde consecutivo da bolsa brasileira, que já havia atingido um pico histórico no último dia 3. Em 2026, a bolsa acumula uma valorização expressiva de 15,69%.
Fatores internacionais e domésticos impulsionam o mercado
A desvalorização do dólar foi influenciada por uma combinação de fatores globais e domésticos. Dados do mercado de trabalho americano divulgados na semana passada vieram abaixo do esperado, aumentando as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) possa reduzir as taxas de juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi contribuiu para a valorização do iene, pressionando o dólar.
O principal fator de peso no mercado, no entanto, foi a recomendação do governo chinês para que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Sendo a China a maior detentora de títulos americanos, essa decisão sinaliza uma estratégia de diversificação de reservas internacionais. Essa movimentação global favorece moedas de países emergentes, como o real brasileiro, o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno, cenário que tende a se manter nos próximos meses.
Com informações da Reuters





