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Wilker Barreto cobra inauguração do Hospital do Sangue no Amazonas e denuncia precariedade na saúde


O deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para expressar sua preocupação com a saúde pública no estado, com foco na não inauguração do Hospital do Sangue. A unidade, que teve sua obra física concluída em setembro de 2024, permanece fechada, impedindo o atendimento à população.


Barreto ressaltou a importância do Hospital do Sangue, especialmente durante a campanha Fevereiro Laranja, de conscientização sobre leucemia. Segundo o deputado, a nova unidade ampliará a capacidade de leitos de 52 para 190, o que representa um aumento significativo na capacidade de salvar vidas.


Diante do anúncio do governador de que o hospital deve ser inaugurado até março, Wilker Barreto enfatizou a urgência da abertura, cobrando respostas do Executivo e garantindo o acompanhamento rigoroso das etapas até o início dos atendimentos. “Vamos acompanhar semanalmente a inauguração do Hospital do Sangue, porque, se isso não avançar, esse governo sairá sem entregar uma única grande obra de saúde. Isso é absurdo”, declarou.

O parlamentar também mencionou possuir documentos que comprovam a conclusão da obra há mais de um ano e adiantou que, com o retorno dos trabalhos legislativos, a Comissão de Saúde retomará suas atividades com foco na fiscalização de unidades de saúde em todo o estado.

Visita a Tabatinga e UPA em condições precárias

Durante seu pronunciamento, Wilker Barreto relatou sua visita à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tabatinga, onde constatou a falta de estrutura adequada para o atendimento à população. Ele lamentou a situação, citando funcionários sem receber há quatro meses e a falta de materiais de limpeza devido ao não pagamento da empresa responsável.

Investigação na Amazonprev e segurança em Manaus

O deputado também abordou a investigação envolvendo aplicações financeiras da Amazonprev, defendendo o retorno dos recursos ao caixa da previdência estadual, a punição dos responsáveis e uma investigação severa por parte do governo. “O dinheiro precisa voltar para a previdência, os responsáveis devem ser punidos e o governo precisa conduzir uma investigação severa para garantir o retorno desse ativo. Os sistemas previdenciários estão cada vez mais colapsados e esse recurso faz falta”, pontuou.

Ao final de seu discurso, Wilker Barreto alertou para o aumento da violência em Manaus, comparando a cidade a uma “zona vermelha” generalizada. Ele atribuiu o cenário à ausência de políticas públicas eficazes, investimentos e ações sociais, e defendeu o funcionamento 24 horas das delegacias especializadas no atendimento a mulheres vítimas de violência.

Com informações da assessoria

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