
O Senado Federal instalou uma comissão para investigar as supostas fraudes ocorridas no Banco Master. A nova força-tarefa terá amplos poderes, incluindo a capacidade de propor a quebra de sigilos bancários e telefônicos, realizar diligências, visitar autoridades e convocar investigados e testemunhas para prestar depoimentos.
O senador Renan Calheiros, que presidirá a comissão, informou que pretende questionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma suposta reunião com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Perguntas sobre o encontro serão enviadas por escrito ao presidente.
Banco Central sob escrutínio
A comissão também tem como alvo o Banco Central (BC). Renan Calheiros antecipou que o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, será chamado para reunião nesta quarta-feira (4). O senador criticou o que considera uma demora do BC na liquidação do banco investigado, argumentando que o órgão possui todas as informações necessárias sobre o sistema financeiro.
Tentativa de venda do banco e pressão sobre o BRB
Outro ponto central da investigação será a tentativa de venda do Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), uma instituição pública. A comissão buscará respostas sobre supostas mensagens de pressão enviadas por um diretor de fiscalização do Banco Central ao BRB para que concretizasse a aquisição.
Acusações de chantagem ao TCU e FGC
Calheiros também acusou lideranças parlamentares de pressionarem o Tribunal de Contas da União (TCU) para reverter a liquidação do Banco Master. Segundo o senador, houve uma tentativa de “chantagem” ao TCU, com a votação da elevação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão como parte dessa pressão. O FGC atualmente cobre até R$ 250 mil por investidor.
Pedidos de CPIs e oposição
Paralelamente, a oposição protocolou um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com amplo apoio de senadores e deputados. A instalação da CPMI depende da decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Outros pedidos de CPIs também tramitam, com o líder do PT na Câmara indicando apoio a algumas propostas, mas criticando a CPMI da oposição por considerar que ela tenta distorcer o foco das investigações, politizando o caso.
Com informações da Agência Brasil





