Início Economia Banco Central confirma corte da Selic em março, mas juros seguirão restritivos

Banco Central confirma corte da Selic em março, mas juros seguirão restritivos


O Banco Central (BC) confirmou, em ata divulgada nesta terça-feira (3), que pretende iniciar o ciclo de corte da taxa Selic em março. No entanto, a autarquia ressaltou que os juros permanecerão em níveis restritivos para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.


A decisão de iniciar a flexibilização monetária dependerá da confirmação do cenário econômico esperado. O Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou que o ritmo e a magnitude dos cortes serão definidos pela evolução de fatores que aumentem a confiança no atingimento da meta de inflação, que é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.


Manutenção da restrição e fatores de atenção

A ata destaca que a manutenção dos juros em patamares restritivos se deve à resiliência de fatores que pressionam os preços, como o dinamismo do mercado de trabalho. Apesar da moderação no crescimento da atividade econômica doméstica, o BC observa que a taxa de desemprego se mantém historicamente baixa e os rendimentos reais têm subido acima da produtividade.

O cenário externo, marcado pela incerteza na política econômica dos Estados Unidos e tensões geopolíticas, também exige cautela, especialmente para países emergentes. No âmbito doméstico, a saúde das contas públicas é apontada como um fator crucial para o controle inflacionário.

Expectativas do mercado e o papel da política fiscal

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic seja reduzida para 14,5% ao ano na reunião de março e alcance 12,25% até o final de 2026, segundo o boletim Focus. O Copom enfatizou a importância de uma política fiscal contracíclica e previsível para reduzir o prêmio de risco, a confiança dos investidores e o custo da desinflação em termos de atividade econômica.

A ata alerta que a falta de esforço em reformas estruturais, disciplina fiscal, aumento de crédito direcionado e incertezas sobre a dívida pública podem elevar a taxa de juros neutra da economia, impactando negativamente a política monetária.

Com informações da Agência Brasil

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