
Em uma série de homenagens que tomam conta do Rio de Janeiro, devotos de Iemanjá presentearam a orixá em diversas manifestações culturais e religiosas. A data celebra a “mãe de todos os orixás e das nossas cabeças”, como explica o babalaô Ivanir dos Santos, doutor em História e professor da UFRJ.
A popularidade e a veneração à orixá são explicadas por um profundo afeto. Tantinho, um dos remanescentes do grupo Filhos de Gandhi – Rio de Janeiro, compara o acolhimento e a proteção que os devotos sentem em relação a Iemanjá ao meio líquido do ventre materno, onde a vida se inicia.
A paz e a sabedoria de Iemanjá
Sylvia Amanda da Silva Leandro, da representação regional da Fundação Cultural Palmares no Rio, destaca que Iemanjá “traz a paz, a harmonia, a felicidade e também a sabedoria para enfrentar as dificuldades”. Segundo ela, assim como a orixá acalma o mar, ela também “acalma todos nós”.
Um símbolo de união
Para o músico Marcos André Carvalho, idealizador do Dia de Iemanjá no Arpoador, a orixá transcende as barreiras religiosas, sendo “uma figura do imaginário popular”. Ele ressalta que Iemanjá tem a capacidade de unir pessoas de todos os credos, atuando como um “elemento que comunica”, especialmente em tempos de intolerância religiosa e perseguição às crenças de matriz africana.
O grupo Afoxé Filhos de Gandhi, por exemplo, realizou uma tradicional entrega de presentes a Iemanjá na Praça Mauá, na zona portuária da cidade, demonstrando a força dessa devoção.
Com informações da Agência Brasil





