
Em seu discurso na cerimônia de abertura do ano Judiciário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil é “maior que golpistas” e ressaltou o papel do Poder Judiciário como guardião da Constituição e do voto popular. Lula negou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha buscado protagonismo, defendendo que a atuação da Corte, mesmo sob pressões e ameaças, reafirmou o compromisso constitucional de seus ministros.
Ação penal contra golpistas e fortalecimento da democracia
O presidente destacou a ação penal relacionada à trama golpista como um marco histórico para a democracia brasileira, que, segundo ele, saiu fortalecida após a tentativa de golpe de Estado. Lula enfatizou que a condenação dos responsáveis envia uma mensagem clara: futuros envolvidos em tentativas de ruptura democrática serão punidos rigorosamente pela lei.
Pacto contra o feminicídio e educação para homens
Outro ponto central do discurso foi o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que prevê formalização entre os Três Poderes e a sociedade. Lula ressaltou a necessidade de um envolvimento social amplo, especialmente dos homens, para que compreendam que não possuem domínio sobre ninguém e que a violência contra mulheres e meninas, seja no mundo real ou digital, não é justificável.
Eleições de 2026: Riscos tecnológicos e papel da Justiça Eleitoral
Lula alertou para os perigos que a tecnologia representa para as eleições de 2026, citando o disparo em massa de fake news, o uso indevido de algoritmos, a contratação de influenciadores para ataques a adversários e a utilização de inteligência artificial para criar realidades paralelas. Ele defendeu o papel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate a esses abusos, garantindo que a Justiça Eleitoral esteja preparada com ferramentas modernas para agir com rigor e velocidade, assegurando a vontade popular.
Operação Carbono Oculto e combate ao crime organizado
O presidente também mencionou a operação Carbono Oculto da Polícia Federal, que desarticulou esquemas de lavagem de dinheiro do crime organizado. Lula destacou que as investigações alcançaram os mandantes, descritos como “magnatas do crime” que residem em locais nobres no Brasil e no exterior. Ele assegurou que todos pagarão pelos crimes cometidos, independentemente de sua localização ou poder financeiro.
Com informações da Agência Brasil





