
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu as datas de 26 e 27 de janeiro para a realização de depoimentos no inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão, que também autorizou o acesso das defesas aos autos do processo, que tramita em sigilo, visa concentrar as oitivas em um período mais curto, diferentemente do cronograma inicial mais extenso proposto pela Polícia Federal.
Concentração de Oitivas e Acesso das Defesas
As oitivas ocorrerão na sede do STF, em Brasília, com parte dos interrogatórios sendo conduzidos por videoconferência. A decisão de concentrar os depoimentos em dois dias, em vez dos seis inicialmente solicitados pela Polícia Federal, foi justificada pelo ministro com base em limitações de pessoal e disponibilidade de salas no tribunal. Essa medida busca otimizar a condução da investigação, que apura crimes como gestão fraudulenta, temerária e organização criminosa, relacionados à alegada venda de carteiras de crédito inexistentes do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Controle do Banco Master e Ex-Presidente do BRB Fora da Fase Inicial
O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não será ouvido nesta etapa, tendo prestado depoimento à Polícia Federal em dezembro e participado de uma acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Ambos não deverão ser interrogados novamente nesta fase do inquérito.
Revisão do Cronograma e Próximos Passos da Investigação
O cronograma de depoimentos, que estava inicialmente previsto para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro, foi revisto a pedido de Toffoli. O ministro solicitou à Polícia Federal um calendário mais concentrado e requisitou à Secretaria Judiciária do STF a organização de salas e servidores para as oitivas. O inquérito chegou ao STF no final de 2025 e ganhou novo fôlego com decisões de Toffoli que permitiram a reorganização da perícia de material apreendido na Operação Compliance Zero. As provas serão analisadas com acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal. A investigação permanece sob sigilo, com todas as diligências dependendo de autorização direta do ministro relator. Com informações da Agência Brasil.





