Início Mundo Rússia Acusa EUA de Pirataria Após Apreensão de Petroleiro Russo no Atlântico

Rússia Acusa EUA de Pirataria Após Apreensão de Petroleiro Russo no Atlântico

O Ministério dos Transportes russo declarou nesta quarta-feira (7) que a apreensão de um petroleiro, anteriormente identificado como Bella 1 e agora operando sob bandeira russa, pelas forças navais dos Estados Unidos, constitui uma violação da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982. A embarcação, que estava sob perseguição americana desde o final de 2025 e recentemente recebeu escolta militar russa, foi interceptada no Atlântico Norte. Moscou argumenta que a liberdade de navegação em alto mar é um direito inalienável e que nenhum país tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados em jurisdições estrangeiras.


Apreensão e Acusações de Pirataria

O petroleiro, que após a apreensão foi confirmado como o Marinera, foi abordado pelas forças navais americanas a partir do navio USCGC Munro, conforme mandado emitido por um tribunal federal dos EUA. O Comando Europeu do Exército americano confirmou a operação, afirmando que o navio violou sanções impostas pelos Estados Unidos. Em resposta, um proeminente membro do partido governista russo, Andrei Klishas, classificou a ação como um “ato de pirataria descarada”, de acordo com a agência estatal TASS. Imagens divulgadas pela TV russa “RT” supostamente mostram um helicóptero tentando desembarcar tropas no navio.


Contexto da Perseguição e Sanções

A perseguição ao Marinera, parte do que a Casa Branca descreve como a “frota-fantasma” da Venezuela e alvo de sanções, insere-se na estratégia de pressão dos EUA contra o governo venezuelano. O presidente Donald Trump havia anunciado em dezembro um “bloqueio total” aos petroleiros venezuelanos e já havia apreendido duas embarcações similares em 2025. A Rússia, por sua vez, já havia solicitado aos EUA, em 31 de dezembro, que cessassem a perseguição ao navio, que fugiu para o Oceano Atlântico após ter sido rastreado inicialmente próximo à Venezuela.