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Trump Afirma Captura de Maduro e Anuncia Julgamento em Nova York Após Ataque à Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3) que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado em uma operação militar americana e está a caminho de Nova York para ser julgado. A declaração ocorreu após uma série de explosões atingirem a capital venezuelana, Caracas, na madrugada, em um ataque que, segundo Trump, estava previsto para ocorrer dias antes, mas foi adiado por questões climáticas.


Operação e Declarações Presidenciais

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou ter assistido à captura de Maduro e sua esposa ao vivo, transmitida por agentes envolvidos na missão em Caracas. Segundo o presidente americano, o líder venezuelano foi levado de helicóptero para um navio de guerra com destino a Nova York. Trump também revelou que houve tentativas de negociação por parte do governo venezuelano nas últimas semanas, buscando uma saída pacífica do poder, mas que ele não aceitou os termos.


Mais cedo, Trump anunciou a ação em suas redes sociais, descrevendo-a como um ataque de grande escala bem-sucedido contra a Venezuela e seu líder. Ele destacou que a operação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas, mas não especificou o destino de Maduro e sua esposa inicialmente.

Reação Venezuelana e Contexto do Conflito

O governo da Venezuela, por sua vez, classificou o ocorrido como uma “agressão imperialista” e declarou estado de comoção exterior em todo o território nacional. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, expressou desconhecimento sobre o paradeiro de Maduro e exigiu uma prova de vida por parte do governo americano. Caracas alega que o objetivo da operação dos EUA seria a apropriação de recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, visando impor uma “guerra colonial” e forçar uma mudança de regime.

A pressão sobre o governo de Maduro vinha crescendo. Em agosto, os EUA aumentaram a recompensa por informações que levassem à sua prisão para US$ 50 milhões, intensificando a presença militar no Caribe sob o pretexto de combater o narcotráfico, mas com o objetivo declarado por fontes anônimas de derrubar o governo venezuelano. Houve conversas telefônicas entre Trump e Maduro em novembro, que, segundo a imprensa americana, não avançaram devido à resistência de Maduro em deixar o poder. Em novembro também, os EUA classificaram o Cartel de los Soles, que acusam Maduro de liderar, como organização terrorista.

Nas semanas anteriores ao ataque, militares americanos apreenderam navios petroleiros venezuelanos e Trump determinou bloqueios contra embarcações, acusando Maduro de roubo. A Venezuela, por sua vez, declarou que se reserva o direito de legítima defesa e convocou governos latino-americanos e caribenhos a se mobilizarem em solidariedade.