O governo da Venezuela anunciou na madrugada deste sábado (4) a declaração de estado de comoção exterior em todo o território nacional, alegando ter sido alvo de uma “agressão militar” por parte dos Estados Unidos. Segundo um comunicado oficial, os ataques teriam ocorrido em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O governo venezuelano atribui a ação a uma tentativa americana de assumir o controle das vastas reservas de petróleo e minerais do país, afirmando que tal objetivo não será alcançado.
Mobilização nacional e denúncia internacional
Diante da alegada agressão, o presidente Nicolás Maduro ordenou a implementação de um decreto que visa proteger a população, garantir o funcionamento das instituições e iniciar uma “luta armada” contra o que chamou de “agressão imperialista”. O governo venezuelano convocou as forças sociais e políticas do país a ativar planos de mobilização e anunciou que apresentará denúncias formais ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral da organização, à CELAC e ao MNOAL, exigindo a condenação e responsabilização dos Estados Unidos.
A Venezuela também reservou o direito de exercer a legítima defesa, conforme o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, e convocou a solidariedade internacional, especialmente de países da América Latina e do Caribe. O comunicado oficial faz menção a eventos históricos, comparando a situação atual a bombardeios sofridos pelo país em 1902, e invoca o espírito de independência e resistência.
Relatos de explosões e avistamento de aeronaves
Relatos iniciais indicam que pelo menos sete explosões foram ouvidas em Caracas, e aeronaves foram avistadas sobrevoando a região. Testemunhas descreveram momentos de pânico, com pessoas correndo pelas ruas ao ouvirem os barulhos. Fontes citadas pela emissora americana CBS News teriam informado que o presidente Donald Trump ordenou o bombardeio, embora o governo dos EUA não tivesse confirmado oficialmente a autoria dos ataques até o fechamento desta reportagem. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou, afirmando que a Venezuela foi atacada com mísseis.





