
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, condenado pela tentativa de ataque com explosivo próximo ao eixo de um caminhão-tanque estacionado nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília em 24 de dezembro de 2022. A justificativa apresentada na Petição 12445 aponta risco real de o réu voltar a praticar crimes caso seja posto em liberdade, além de comprometer a continuidade da instrução criminal. Moraes lembrou que Alan Diego fugiu de Brasília após o atentado frustrado e só foi localizado em junho, no Mato Grosso, após ser buscado pela polícia.
O magistrado enfatizou que não houve fato novo capaz de alterar a necessidade de manter a custódia cautelar. Segundo a decisão, preservar a ordem pública e a condução do processo é essencial diante do contexto, especialmente pela etapa já avançada da instrução criminal. Em outubro, Moraes já havia negado o pedido de soltura formulado pela defesa.
Entenda o caso e o papel dos envolvidos
O episódio envolveu ainda outras duas pessoas ligadas ao suposto atentado. O blogueiro Wellington Macedo de Souza foi condenado a cumprir seis anos de prisão por atuar na organização do plançamento do ataque e por facilitar a locomoção de Alan Diego no dia do ocorrido. George Washington de Oliveira Sousa admitiu ter adquirido o arsenal utilizado no ataque, incluindo explosivos e munições. Juntos, os envolvidos enfrentam acusações associadas à tentativa de golpe por meio de meios violentos e à captação de recursos para a operação.
Atualizações processuais e perspectivas futuras
Em maio de 2023, a 10ª Vara Federal do Distrito Federal condenou Alan Diego e os demais acusados a cinco anos e quatro meses de prisão em regime fechado pelos crimes de explosão e incêndio. A apuração seguiu para o Supremo Tribunal Federal para avaliação de possíveis crimes contra o Estado Democrático de Direito. Em dezembro de 2025, a Primeira Turma da Corte decidiu, por unanimidade, ampliar a imputação de Alan Diego para crimes mais graves, como tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada, acolhendo a denúncia da Procuradoria-Geral da República.
Com informações da Agência Brasil.





