
Um ataque a tiros na praia de Bondi, em Sydney, no primeiro dia do Hanukkah, abalou uma das áreas litorâneas mais visitadas da Austrália. A Polícia da Austrália informou que os disparos foram cometidos por dois homens — pai e filho — que agiram isoladamente, sem indícios de participação de uma célula militante. O saldo preliminar aponta 16 mortes, entre elas a de um dos atiradores, e cerca de 40 feridos, incluindo dois policiais. Um morador que interveio conseguiu desarmar um dos atiradores, mas acabou atingido por tiros e permanece em recuperação no hospital.
O que diz a polícia
Durante a coletiva, a comissária Krissy Barrett afirmou que não há sinais de treinamento formal ou de ligações com uma rede terrorista maior. Ela ressaltou que as avaliações são iniciais e que equipes da Austrália e das Filipinas continuam investigando. Foi mencionado que a viagem feita pelos suspeitos a Mindanao, nas Filipinas, está sendo analisada, mas não há evidências de que eles estivessem lá apenas como turistas.
Quem são os suspeitos e o que se sabe
Os suspeitos foram identificados como Naveed Akram, de 24 anos, e seu pai, Sajid Akram, de 50. Sajid morreu durante o confronto com a polícia; Naveed ficou ferido e está sob custódia, enfrentando acusações que incluem homicídios e terrorismo. Entre as vítimas estavam pessoas de várias idades, incluindo o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, nascido em Londres, e um israelense. O ataque também deixou ferimentos a um homem que desarmou um dos atiradores, cuja identidade não foi divulgada até o momento.
Repercussões e contexto internacional
Autoridades locais e líderes internacionais condenaram o ataque. O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul declarou o incidente como terrorista e ressaltou que ele teve como alvo a comunidade judaica. O governo mantém o nível de alerta considerado provável, valorizando a cooperação com parceiros internacionais para apurar motivação e possíveis vínculos. O Itamaraty informou que não havia registro de brasileiros entre as vítimas, até o momento. Países como Estados Unidos e Reino Unido, além de organizações internacionais, manifestaram solidariedade à comunidade judaica australiana e reafirmaram o compromisso com a luta contra o extremismo.





