
Um desdobramento que promete reverberar no cenário político e institucional ocorreu nesta sexta-feira (26): o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador. Ele já havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista que buscou manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral de 2022.
Como o caso se conecta às ações da PRF
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Vasques integrou um grupo que coordenou o emprego de dispositivos de segurança para sustentar a permanência de Bolsonaro, ordenando que agentes da PRF realizassem blitzes com o objetivo de dificultar a circulação de eleitores de Lula durante o segundo turno da eleição de 2022.
Reunião-chave e a frase atribuída
A PGR aponta ainda a participação do ex-diretor em reunião realizada em 19 de outubro de 2022, na qual se discutiu o uso de operações da PRF para impedir o voto de eleitores do adversário. A ele é atribuída a frase “havia chegado a hora de a PRF tomar lado na disputa.”
Contexto processual e medidas de liberdade
Vasques já havia sido preso preventivamente em agosto de 2023. O STF concedeu-lhe liberdade provisória após o cumprimento de uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o cancelamento do passaporte.
O que se sabe sobre a prisão no Paraguai
Relatos da imprensa brasileira indicam que o ex-diretor deixou o Brasil sem autorização judicial após romper a tornozeleira eletrônica; ao ser detido no Paraguai, enfatizam, ele portava um passaporte paraguaio com informações supostamente falsas. A Polícia Federal brasileira não comentou oficialmente as informações publicadas até o momento.
Desdobramentos e próximos passos
O caso integra um arcabou de investigações que envolve o que ficou conhecido como Núcleo 2 da ação penal da trama golpista, ampliando o alcance das apurações sobre eventuais intervenções de autoridades na disputa eleitoral de 2022. As autoridades brasileiras aguardam desdobramentos que possam esclarecer ligações entre operações da PRF e a estratégia para manter Bolsonaro no poder.
Com informações da Agência Brasil.





