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Moraes decreta prisão preventiva de ex-diretor da PRF Silvinei Vasques após fuga para o Paraguai, vinculado à trama golpista


Em decisão divulgada na tarde desta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal durante o governo Bolsonaro. O ex-diretor já cumpria prisão domiciliar com monitoramento por tornezeleira eletrônica quando rompeu o equipamento e fugiu para o Paraguai, onde foi detido ao tentar embarcar para El Salvador. A atuação acontece no contexto de investigações sobre a chamada trama golpista, que, segundo a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, buscava dificultar a participação de eleitores da chapa Lula no pleito de 2022.


Condições da decisão e circunstâncias da fuga

De acordo com Moraes, a evasão, identificada pela violação das medidas cautelares sem justificativa, autoriza a conversão das cautelares em prisão preventiva. A Polícia Federal informou que a tornozeleira deixou de emitir sinal por volta das 3h da madrugada de quinta-feira, momento em que a residência de Vasques, em Santa Catarina, foi localizada vazia. Em seguida, os agentes localizaram o ex-diretor no Paraguai, onde foi detido pela polícia local ao tentar embarcar para El Salvador. O caso tramita sob supervisão do STF, com encaminhamento para as fases cabíveis, incluindo eventual extradição.


Histórico do caso e próximos passos

Vasques já havia sido condenado a 24 anos e 6 meses de prisão na ação penal que envolve a trama golpista, que investiga tentativas de influenciar o processo eleitoral para manter Bolsonaro no poder. Ele havia sido preso preventivamente em agosto de 2023 e liberado um ano depois, mediante o cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira e o cancelamento do passaporte.

Com informações da Agência Brasil.

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