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Com risco de ser preso, Anderson Torres diz que viveu “dia mais amargo” da vida

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Ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) e ex-secretário da Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres usou as redes sociais para se manifestar na madrugada desta segunda-feira, 9, sobre a depredação de bolsonaristas golpistas em Brasília ao longo do domingo.


Torres, que corre o risco de ser preso após pedido da Advocacia-Geral da União ao Supremo Tribunal Federal, disse ter vivido, “sem sombra de dúvida, o dia mais amargo da minha vida pessoal e profissional” e lamentou que sejam levantadas “hipóteses absurdas de qualquer tipo de conivência minha com as barbáries que assistimos”.


Torres está nos Estados Unidos, citou o fato de estar no exterior em férias “há meses sonhadas pela minha família” e que foi surpreendido por “lamentáveis cenas” que ocorreram em Brasília.

No pronunciamento, ele classificou o ocorrido como “um dos pontos mais tristes dos últimos anos de nossa história” e repudiou a invasão e depredação de bolsonaristas a bens públicos, o que chamou de “covardia”.

Torres ainda pediu “soluções coerentes com a importância da democracia brasileira” e, indo para o lado pessoal, diz que sempre se pautou “pelos respeito às leis e às instituições”.

“Nesse sentido, lamento profundamente que sejam levantadas hipóteses absurdas de qualquer tipo de conivência minha com as barbáries que assistimos”. E concluiu afirmando estar certo de que “esse execrável episódio será totalmente esclarecido, e seus responsáveis exemplarmente punidos”.

Entenda

Ainda no domingo, a AGU entrou com uma petição junto ao STF pedindo a prisão em flagrante de Anderson Torres, exonerado do cargo na tarde de domingo.

Uma série de medidas foi pedida pela AGU, contra a “grave violação à ordem democrática e a necessidade premente de minimizar os prejuízos causados à paz social e ao Estado Democrático de Direito”.

Além da prisão de Torres, o documento solicitou a desocupação de todos os prédios públicos federais em todo o país, e que sejam findados todos os atos antidemocráticos realizados na frente e próximos aos quartéis e outras unidades militares.

Para isso, foi requerido que seja usada todas as Forças de Segurança Pública do Distrito Federal e dos estados.

O requerimento ainda pede que a Suprema Corte determine às autoridades a apuração e responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelos atos criminosos, e antidemocráticos, incluindo agentes públicos, além da realização de perícia e outros atos necessários à coleta de provas.

O órgão ainda solicita que o STF que determine às autoridades a apreensão de todos os veículos e bens utilizados para transporte e organização dos atos criminosos.

Conforme a solicitação, isso deve ser feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que deve manter o registro de todos os veículos que seguiram para o Distrito Federal entre os dias 5 e 8 de janeiro deste mês.

As informações são do Terra.