Vereadores Amom e Guedes vão à Justiça para barrar aumento do 'Cotão'

Os vereadores Rodrigo Guedes (PSC) e Amom Mandel (União Brasil) irão à Justiça para derrubar o aumento do Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), mais conhecido como "Cotão". A maioria esmagadora (37) dos vereadores de Manaus aprovaram o aumento das verbas de gabinete de R$ 18 mil para R$ 33 mil por mês, para cada vereador gastar com o mandato, a partir de 2022.

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Guedes anunciou na última segunda-feira que entraria na Justiça conta o aumento do Cotão, argumentando que "além da questão moral, há graves e inaceitáveis violações do processo legislativo", escreveu Guedes no Twitter.

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No dia seguinte, o vereador Amom confirmou que acompanharia Guedes na ação judicial. “Sobre a ação judicial, adianto que, em comum acordo com o Rodrigo Guedes, decidimos protocolar por volta do fim da primeira semana de janeiro. Enquanto isso, vamos mobilizar todos os que são contra esse aumento absurdo da verba. E aí, topa? Quer ajudar a fazer pressão?”, escreveu Amom no Twitter.

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https://twitter.com/RodrigoGuedesam/status/1475574468114272258?s=20

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https://twitter.com/eusouamom/status/1475832475192643593?s=20

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Entenda o caso

Os vereadores de Manaus aprovaram, por maioria na Câmara Municipal (CMM), aumento das verbas de gabinete, na última sessão plenária do ano, que ocorreu na quarta-feira (15). O famoso “Cotão” a partir de janeiro vai aumentar de R$ 18 mil para R$ 33 mil por mês (83%). O plenário também aprovou o aumento do número limite de assessores de 30 para 45.

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A votação ocorreu em caráter de urgência e dos 41 vereadores, 37 votaram a favor, em tempo relâmpago. A verba é utilizada em gastos dos vereadores com o mandato, mas o aumento é visto como ato imoral por vereadores de oposição, que foram contra o aumento, como o parlamentar Amom Mandel (sem partido).

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Em entrevista ao Jornal Nacional, Amom afirmou que não houve debate no plenário. “Acabaram fazendo uma matéria para esse Projeto de Lei que não era matéria para regime de urgência, acabasse entrando como regime de urgência, impedindo a discussão adequada da pauta”, argumentou.

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Rodrigo Guedes, corroborou o argumento do colega  e detalhou que o Cotão não estava previsto na pauta do dia. “Foi colocado em votação no último dia da sessão, nos últimos minutos, não foi divulgado, eu atualizei várias vezes o tablet dos vereadores, a pauta do dia não estava divulgada, muito menos no dia anterior. Muito menos horas antes”, disse.

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