Toffoli vê "fartos indícios" de novos crimes do dono do Banco Master e critica demora da PF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma nova fase da Operação Overclean, da Polícia Federal, e apontou a existência de "fartos indícios" de que os investigados no caso do Banco Master, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, continuam a cometer crimes. A decisão, que permitiu a prisão preventiva de Fabiano Campos Zettel e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, também expressou descontentamento do ministro com a demora no cumprimento das ordens judiciais.

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Atraso nas diligências e acusações da PF

Toffoli criticou a Polícia Federal pela defasagem no cumprimento dos mandados, que deveriam ter sido realizados até 13 de janeiro. Segundo o ministro, o atraso pode comprometer a coleta de provas essenciais para o andamento da investigação. "Causou-me espécie a demora no cumprimento das diligências, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaracterizando as provas essenciais ao deslinde da causa", escreveu Toffoli, que chegou a acusar a PF de "falta de empenho no cumprimento da ordem judicial".

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Fabiano Campos Zettel foi detido no Aeroporto de Guarulhos enquanto tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. Mandados de busca e apreensão também foram expedidos contra o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos. Ao todo, 42 mandados foram cumpridos, resultando na apreensão de diversos bens de luxo e mais de R$ 90 mil em dinheiro.

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Investigações e histórico do Banco Master

As investigações apontam que os suspeitos teriam desviado recursos do sistema financeiro para benefício próprio. Em novembro, Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, já haviam sido alvos da Operação Compliance Zero, que apura concessão de créditos falsos com possíveis fraudes de até R$ 17 bilhões. Em março de 2025, uma tentativa de compra do Master pelo BRB, no valor de R$ 2 bilhões, foi vetada pelo Banco Central. A instituição financeira de Vorcaro teve sua liquidação decretada em novembro.

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A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele tem colaborado com as autoridades e que todas as medidas judiciais serão atendidas com transparência, reforçando o interesse do empresário no esclarecimento dos fatos. A reportagem deixou o espaço aberto para contato com as defesas dos demais citados.

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Com informações da Agência Brasil.

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