O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, admitiu ter tido participação societária em um resort, mas negou veementemente ter recebido quaisquer valores do empresário Daniel Vorcaro, investigado em um inquérito no STF. A manifestação ocorre em meio a questionamentos sobre a condução do caso Master pelo ministro.
Segundo o gabinete de Toffoli, a empresa Maridt, da qual sua família detinha participação, vendeu sua parte no resort Tayaya em duas etapas: uma para o fundo Arllen em setembro de 2021 e outra para a PHD Holding em fevereiro de 2025. Todas as transações teriam sido declaradas à Receita Federal.
Um relatório da Polícia Federal (PF), entregue ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, em 9 de fevereiro, mencionou a possível suspeição de Toffoli no caso Master. O documento apresentaria citações a Toffoli em conversas entre Vorcaro e seu cunhado, Fábio Zettel, que seria o contador informal do banqueiro, com menções ao resort Tayaya.
Em nota anterior, o gabinete de Toffoli classificou o pedido de suspeição da PF como "ilações" e questionou a legitimidade da corporação para tal solicitação. As explicações seriam enviadas a Fachin.
Toffoli tem enfrentado pressão desde que veio à tona uma viagem sua em um jatinho particular na companhia do advogado de um dos investigados no caso Master. Decisões posteriores, consideradas atípicas, aumentaram os questionamentos sobre sua atuação no caso, como a determinação inicial de que provas da Operação Compliance Zero fossem enviadas diretamente ao STF, antes de perícia da PF.
A revelação do negócio envolvendo a venda da participação de sua família no Tayaya para fundos ligados a Vorcaro intensificou a pressão sobre o ministro.
Com informações da Agência Brasil
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